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Advocacia no Simples: qual anexo

Advocacia pode optar pelo Simples Nacional? Entenda qual anexo se aplica, por que o Fator R não vale para advogados e como decidir com a LC 123/2006.

14 de julho de 2026Atualizado em 14 de julho de 2026
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Advocacia no Simples: qual anexo

Quando um advogado decide formalizar sua atividade como pessoa jurídica, uma das primeiras perguntas que surge é: minha sociedade pode optar pelo Simples Nacional e, se puder, em qual anexo ela se enquadra? A resposta parece simples, mas envolve uma particularidade que confunde bastante gente — a advocacia não segue a mesma lógica de enquadramento de outras profissões liberais.

Neste guia, explicamos como funciona o enquadramento da advocacia no Simples Nacional, por que o mecanismo do Fator R não se aplica a essa atividade e o que considerar antes de optar pelo regime.

Advocacia é atividade elegível ao Simples Nacional

A LC 123/2006 — o Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte — é a lei que instituiu o Simples Nacional e definiu quais atividades podem optar pelo regime, entre elas a prestação de serviços advocatícios. Isso significa que, cumprido o limite de faturamento e as demais condições da lei, uma sociedade de advogados pode, sim, optar pelo Simples Nacional como regime de tributação.

O que muda em relação a outras atividades de serviço é o anexo dentro do qual a advocacia é classificada, e as regras específicas que esse anexo carrega.

Qual anexo do Simples se aplica à advocacia

Serviços advocatícios prestados por sociedades regularmente registradas na OAB são enquadrados no Anexo IV do Simples Nacional. Esse anexo tem duas características que o diferenciam dos demais:

  1. A Contribuição Patronal Previdenciária (CPP) não está incluída na guia única do DAS. Isso significa que, além do DAS mensal, a sociedade precisa recolher separadamente o INSS patronal incidente sobre a folha de pagamento e o pró-labore.
  2. Não existe o mecanismo do Fator R. Diferente de atividades enquadradas nos Anexos III e V, a classificação da advocacia no Anexo IV independe da relação entre folha de pagamento e faturamento.

Por que a advocacia não usa o Fator R

O Fator R é o mecanismo que, para determinadas atividades, permite migrar de um anexo mais oneroso para um mais vantajoso quando a folha de pagamento representa uma parcela relevante da receita da empresa. Como a advocacia já está classificada diretamente no Anexo IV pela própria estrutura do Simples Nacional, esse mecanismo simplesmente não entra na conta: não há necessidade de calcular a proporção entre folha e faturamento, nem de ajustar o pró-labore dos sócios com o objetivo de mudar de anexo.

Na prática, isso simplifica o planejamento tributário da sociedade de advogados em um aspecto, mas também retira uma ferramenta de otimização disponível a outras profissões — o que reforça a importância de simular o regime com atenção aos demais fatores, como o número de sócios e o volume de faturamento.

Sociedade x advogado solo: como o Anexo se aplica em cada caso

O enquadramento no Anexo IV vale tanto para o advogado solo, organizado como sociedade limitada unipessoal, quanto para sociedades com múltiplos sócios. O que muda entre os dois cenários não é o anexo em si, mas a forma como a estrutura societária afeta outras variáveis da conta tributária, como a distribuição de pró-labore entre os sócios e a eventual disponibilidade de regimes alternativos ao Simples — como o Lucro Presumido — em municípios que oferecem tratamento diferenciado de ISS para sociedades uniprofissionais.

Quem está avaliando a estrutura mais adequada para começar, seja sozinho ou em sociedade, encontra um comparativo mais aprofundado entre Simples Nacional e Lucro Presumido em nosso guia de regime tributário para advogados.

O que considerar antes de optar pelo Simples Nacional

  • Faturamento projetado para os próximos 12 meses e sua proximidade dos limites de faixa previstos na LC 123/2006;
  • Número de sócios da sociedade, que influencia o peso proporcional de custos fixos como taxas de registro e obrigações acessórias;
  • Necessidade de contratar equipe de apoio, já que a folha de pagamento no Anexo IV não altera o enquadramento, mas afeta o custo total da operação por conta do INSS patronal recolhido à parte;
  • Comparação com o Lucro Presumido, especialmente em municípios que oferecem regime de ISS diferenciado para sociedades uniprofissionais de advocacia.

Passo a passo para optar pelo Simples Nacional

  1. Confirme que o CNAE de atividade advocatícia está corretamente registrado no CNPJ da sociedade;
  2. Verifique se o faturamento da sociedade está dentro do limite vigente para o Simples Nacional, conforme a LC 123/2006;
  3. Formalize a opção pelo regime dentro do prazo legal — no momento da abertura da empresa ou no início de cada ano-calendário;
  4. Consulte o Portal do Simples Nacional para confirmar os limites e alíquotas vigentes antes de decidir;
  5. Reavalie a opção anualmente, especialmente se o faturamento da sociedade crescer de forma consistente.

Como a Contabilidade Zen ajuda escritórios de advocacia

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FAQ

1. Advocacia pode optar pelo Simples Nacional?

Sim. A LC 123/2006 permite que sociedades de advogados regularmente registradas optem pelo Simples Nacional, desde que respeitados os limites de faturamento previstos na lei.

2. Em qual anexo do Simples a advocacia se enquadra?

No Anexo IV, que tem como característica não incluir a Contribuição Patronal Previdenciária na guia única do DAS e não contar com o mecanismo do Fator R.

3. O Fator R vale para sociedades de advogados?

Não. O Fator R é aplicável a atividades enquadradas nos Anexos III e V. Como a advocacia já está classificada diretamente no Anexo IV, esse mecanismo não se aplica.

4. Advogado solo também segue o Anexo IV?

Sim. O enquadramento no Anexo IV vale tanto para o advogado solo organizado como sociedade unipessoal quanto para sociedades com múltiplos sócios.

5. Vale a pena comparar o Simples Nacional com o Lucro Presumido para advocacia?

Sim, especialmente à medida que o faturamento cresce ou quando o município oferece regime diferenciado de ISS para sociedades uniprofissionais de advocacia.

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Contador especializado em tributação para médicos, dentistas e psicólogos PJ. Registro ativo no CRC-SP (337693/O-7). Fundador da Contabilidade Zen, escritório 100% digital focado em planejamento tributário e abertura de empresa para profissionais de saúde.

Última atualização: 14 de julho de 2026

Publicado por: Equipe Contabilidade Zen

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